A Cooperativa Milhal do Oeste inaugurou um armazém de grãos nos arredores de Chapecó, com capacidade para 40 mil toneladas. O investimento foi de R$ 35 milhões e atende cerca de 900 famílias cooperadas, a maioria com propriedades de até 30 hectares.

Os novos silos têm sistema de secagem e de controle de temperatura, o que, segundo a cooperativa, deve reduzir as perdas pós-colheita de aproximadamente 4% para 1,5%. Em anos de chuva na colheita, a umidade do milho é um dos principais motivos de rebaixamento de preço.

Mais tempo para vender

Com a capacidade ampliada, o produtor poderá entregar o milho logo após a colheita e escolher o momento da comercialização, em vez de vender sob pressão. A cooperativa também oferece contratos de venda futura, que permitem travar parte do preço antes do plantio.

O produtor pequeno sempre foi o primeiro a sentir a falta de silo. Agora ele passa a decidir quando vender. — Odair Zanella Ribeiro, presidente da Cooperativa Milhal do Oeste

  • Capacidade de recebimento: 40 mil toneladas em silos de metal e concreto
  • Perdas estimadas na pós-colheita: de 4% para 1,5%
  • Frete: carga em horários alternados para evitar filas no pico da safra

Logística e cadeia local

A unidade fica a poucos quilômetros de uma rodovia estadual e terá pátio para 60 caminhões. A cooperativa prevê a criação de 45 empregos diretos e afirma que parte do milho armazenado abastecerá produtores de aves e suínos da própria região, reduzindo o custo de ração.

Segundo a diretoria, o próximo passo será ampliar a capacidade de armazenagem de soja e estudar a instalação de painéis solares no telhado do armazém para diminuir o gasto com energia.