No mercado cativo, que é o que a maioria das pessoas e empresas usa, a energia é comprada da distribuidora da região, com tarifa definida por regras do setor. No mercado livre, a empresa escolhe de quem comprar: uma geradora ou uma comercializadora, e negocia o preço, o prazo e outras condições do contrato.

A distribuidora continua responsável por entregar a energia pelos fios e cobrar o uso da rede. A diferença está na parte da conta que corresponde à energia em si, que passa a ser contratada separadamente.

Quem pode migrar

Historicamente, o acesso ao mercado livre foi reservado a consumidores de grande porte, com demanda elevada de energia. Ao longo dos anos, as regras foram sendo flexibilizadas, e hoje empresas de médio porte também podem avaliar a migração, em geral por meio de uma comercializadora varejista. Convém consultar as regras vigentes antes de decidir.

  • Vantagem possível: preço menor e previsibilidade em contratos de longo prazo
  • Risco: se o mercado cair, o preço fixado pode ficar acima do praticado
  • Cuidado: contratos têm multa em caso de rescisão e exigem planejamento do consumo

Um exemplo

A Plásticos Rio das Pedras, fabricante de embalagens, consome o equivalente a 600 megawatts-hora por mês. Ao negociar um contrato de três anos, ela consegue fixar o preço da energia e passa a saber com antecedência quanto vai gastar. Em troca, assume o compromisso de comprar um volume mínimo e perde a flexibilidade de reduzir o consumo sem custo.

Por isso, especialistas recomendam que a empresa analise seu perfil de consumo, projete a produção dos próximos anos e compare as propostas de pelo menos duas comercializadoras. Em alguns casos, combinar mercado livre com geração solar própria dá resultado melhor.

Painéis solares em estrutura metálica, cercados de árvores
Painéis solares em estrutura metálica: a geração própria pode ser combinada com a compra de energia no mercado livre. Imagem ilustrativa. Foto: Edvaldo LL Souza / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)