Um data center é um prédio projetado para abrigar computadores que armazenam e processam informações, como as de um banco, de uma loja virtual ou de um aplicativo de entregas. Quando alguém diz que "os dados estão na nuvem", na prática eles estão em servidores que ficam em estruturas como essa.

Por dentro, há fileiras de armários (racks) com servidores, sistemas de energia com baterias e geradores, refrigeração para evitar o superaquecimento e conexões de rede por fibra óptica. Quanto mais importante o serviço, maior a redundância: se uma peça falha, outra entra em operação sem que o usuário perceba.

O que define um bom local

  • Energia: oferta estável e preço previsível, de preferência com fontes renováveis
  • Conectividade: acesso a várias rotas de fibra, para não depender de uma só
  • Clima e risco: baixa exposição a alagamentos e a eventos extremos

Esses fatores explicam por que regiões com bom fornecimento de energia, cabos de fibra que ligam o estado ao restante do país e polos de tecnologia consolidados tendem a ser candidatas naturais a receber novas instalações.

O que isso muda para a empresa

Pequenas e médias empresas raramente têm um data center próprio. Em geral, contratam serviços de nuvem ou espaço em instalações de terceiros. A Rede Varejista Costa Clara, por exemplo, mantém o sistema de caixa em uma nuvem pública e usa um provedor local para guardar cópias de segurança, reduzindo o risco de perda de dados e o tempo de resposta nas lojas do litoral.

Na hora de contratar, vale perguntar onde ficam os dados, quem tem acesso a eles, quais são os planos de continuidade em caso de falha e como o provedor cumpre a legislação de proteção de dados. As respostas ajudam a comparar serviços que, à primeira vista, parecem iguais.

Fileiras de racks de servidores em sala de equipamentos. Imagem ilustrativa
Racks de servidores em sala de equipamentos. Imagem ilustrativa. Foto: Carl Lender / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)