Um grupo de 85 fruticultores da Serra Catarinense criou a Cooperativa Frutícola Pinheiro Alto e investe R$ 12 milhões em uma central de classificação e embalagem de maçã. A estrutura ficará perto de São Joaquim e deve processar 6 mil toneladas por safra, segundo o plano da cooperativa.
Até agora, a maior parte desses produtores vendia a fruta para atravessadores ou para grandes empacotadoras, que revendiam a redes de supermercados. A cooperativa quer encurtar essa cadeia, firmando contratos diretos com o varejo regional e com distribuidores de hortifrúti.
Frio e qualidade como diferenciais
A central terá câmaras frias com atmosfera controlada, que permitem guardar as maçãs por vários meses sem perda relevante de qualidade, e uma linha de classificação por tamanho, cor e defeitos. Essa padronização é uma das exigências do varejo para firmar contratos de longo prazo.
- Capacidade de processamento: 6 mil toneladas por safra
- Armazenagem refrigerada: câmaras com atmosfera controlada
- Meta: ampliar em 20% a receita média por hectare dos cooperados
Não queremos ser só fornecedores de fruta. Queremos que o consumidor saiba de onde vem a maçã e que o produtor receba o valor da qualidade. — Lauro Pasqualini Vieira, presidente da Cooperativa Frutícola Pinheiro Alto
A cooperativa também estuda marca própria, com selo de origem para a fruta cultivada em altitude, e conversa com restaurantes e hotéis da região para fornecimento direto. Um dos desafios será o clima: geadas fora de época ou granizo podem comprometer a safra de um ano para o outro.
Os primeiros lotes embalados na nova central devem chegar às gôndolas na próxima safra, caso a obra siga o cronograma. Os cooperados esperam que o modelo seja replicado por outros grupos de produtores do planalto.

