A Eólica Serra Alvorada apresentou a proprietários rurais da região de São Joaquim e de municípios vizinhos o plano de ampliar o parque que opera na serra. Estão previstas oito novas torres, que somariam 36 megawatts de capacidade, suficientes, segundo a empresa, para abastecer cerca de 70 mil residências.
O projeto utiliza áreas de pastagem em propriedades privadas, com contratos de arrendamento de longo prazo. Cada torre ocupa menos de meio hectare, e o restante da área continua disponível para pecuária e agricultura, o que permite que o proprietário tenha uma segunda fonte de renda.
Como funciona o arrendamento
Os contratos preveem pagamento fixo por torre mais uma parcela variável vinculada à produção de energia. A empresa estima que um proprietário com duas torres pode receber, em média, R$ 90 mil por ano, valor que depende da produção, dos ventos e das condições contratuais.
- Prazo: contratos de 25 a 30 anos, com reajuste anual
- Uso da terra: pecuária e agricultura mantidas ao redor das torres
- Compensação: plano de recuperação ambiental e de monitoramento de fauna
O vento sempre existiu na serra. A novidade é que agora ele pode ajudar o produtor a ter uma renda que não depende só do clima da safra. — Ingrid Hoffmann Moura, gerente de relações com a comunidade da Eólica Serra Alvorada
O que ainda falta
O projeto ainda depende de estudos de impacto ambiental, de licenças e de audiências públicas com a comunidade. Associações de moradores pedem que a empresa detalhe o plano de transporte das pás, que exige estradas adequadas, e o monitoramento de aves e morcegos na área.
A empresa informa que as obras só começam após a aprovação de todas as licenças e que prevê a contratação de 150 trabalhadores no pico da construção, com prioridade para mão de obra local. A entrada em operação está prevista para dois anos após o início das obras.


