A Tecelagem Linhal & Trama, de Brusque, concluiu a instalação de uma usina solar fotovoltaica sobre os telhados da fábrica. São 1.800 painéis, com potência de cerca de 1 megawatt, e a empresa estima que a geração própria cubra 30% do consumo anual de eletricidade.

O investimento foi de R$ 5,4 milhões, financiado em parte por uma linha de crédito para eficiência energética. A diretoria espera recuperar o valor em cerca de quatro anos, considerando a economia na fatura e a previsibilidade de custos.

Um setor sob pressão

O setor têxtil catarinense convive há anos com a concorrência de tecidos importados e com margens apertadas. Para a Linhal & Trama, a saída tem sido migrar para tecidos técnicos, usados em uniformes, filtros e estofados, que exigem controle de qualidade mais rígido e rendem mais por metro.

Energia é o segundo maior custo depois da matéria-prima. Gerar parte dela nos dá fôlego para investir em máquinas e em desenvolvimento de produto. — Gustavo Pfleger Aguiar, diretor financeiro da Tecelagem Linhal & Trama

A empresa emprega 380 pessoas e diz que a economia obtida será revertida, em boa parte, na compra de dois novos teares de alta velocidade e em um laboratório de testes de resistência de tecidos.

Próximos passos

A tecelagem avalia ainda entrar no mercado livre de energia para a parcela do consumo que não é coberta pela usina. Segundo a diretoria, a decisão depende dos preços de contratos de longo prazo e do cronograma de expansão da fábrica.

Por enquanto, a meta é consolidar a operação da usina em 2027 e, se os resultados se confirmarem, estender o modelo à segunda unidade da empresa, em um bairro industrial da mesma cidade.